Porto Alegre
Trânsito – Porto Alegre
merece
um sistema de trânsito melhor. Precisamos de muitas obras,
é
verdade, mas existem poucas e simples medidas que podem ajudar. Os
semáforos,
por exemplo. Hoje é um suplício andar em determinadas
vias
(Plínio Brasil Milano, Assis Brasil, Mostardeiro, Ipiranga,
Azenha,
Getúlio Vargas, Cristóvão Colombo, e tantas
outras),
pois os semáforos "brigam" entre si – quando um sinal abre numa
esquina, o outro fecha. Assim, os carros andam e param, andam e param.
Forma-se o inevitável congestionamento, a poluição
e consumo de combustível aumentam, a economia é
prejudicada,
motoristas particulares e passageiros de coletivos ficam irritados, um
verdadeiro caos (gerado pela falta de uma providência tão
simples).
Mas a Secretaria Municipal dos
Transportes e a Empresa
Pública de Transporte e Circulação (EPTC)
não aceitam nem falar
sobre o assunto, dentro do seu habitual radicalismo. A SMT e a EPTC
(uma é um clone da outra, mas município rico pode dar-se
a esse luxo...), dois dos piores
órgãos públicos que conheço, não
escutam
ninguém de fora das suas equipes. Muitas ruas de Porto Alegre
estão sinalizadas com sentido obrigatório totalmente
desnecesssário. O sentido de vias próximas a obras
municipais são alterados e nunca mais voltam a ser o que eram. E
se estiver ao norte da Av. Assis Brasil, você terá que
andar quilômetros até encontra uma ou duas passagens para
atravessar a avenida de carro..
Pois é, sincronizar os
semáforos, pintar faixas de
rolamento
em vias de grande tráfego e verificar in loco as
conseqüências
de medidas adotas à distância são
providências
simples e baratas, que certamente ajudariam a melhorar nosso
caótico
trânsito, sem que a população tenha que esperar
pelo
próximo período pré-eleitoral...
Flanelinhas – Eu quero uma
cidade
sem flanelinhas, pois pago um monte de impostos para
poder ter
automóvel
e circular pelas ruas de Porto Alegre, e também porque sou um
cidadão
em gozo de todos os meus direitos.
Fiscalização do
trânsito
–
Quando é que os agentes
de trânsito vão
começar
a fiscalizar o cumprimento do novo código? Por enquanto,
continuam
sendo solenemente ignoradas as seguintes infrações:
Tentativa
de atropelamento dos pedestres nas faixas de segurança,
acionamento
indevido de buzinas, disparos aleatórios de alarmes de carros,
"mascaramento"
das placas dos carros (para evitar a identificação),
passagem
com sinal vermelho (onde não há
fiscalização
eletrônica), excessos de velocidade, freadas e arrancadas bruscas
injustificadas, estacionamento em frente às entradas de garagens
e em cima das calçadas, além de outras.
Obras da Av. Assis Brasil
–
Com referência às infelizes obras na Av. Assis Brasil,
seria
bom que alguém explicasse aos contribuintes:
* Por que a
estação Obirici e a seguinte (na altura da
rua Roque Calage) ficaram tão próximas, sendo uma
praticamente
a continuação da outra?
* Para um jornal, um
técnico da Prefeitura disse que o
"redimensionamento"
incluía o alargamento da avenida Assis Brasil. Mas em locais
como ao
longo
da estação Obirici, sentido centro-bairro, mesmo com o
alargamento
aquele trecho passou a ter a mesma largura que tinha antes -- pista
para
dois veículos apenas. Ou seja, a avenida não foi
alargada,
está apenas recebendo um espaço adicional para compensar
o alargamento das novas estações, e para ...permitir
estacionamento!!!
* Aposto que brevemente a
Prefeitura vai instituir o sistema
"Área
Azul" para o novo espaço de estacionamento criado na Assis
Brasil,
revelando assim o verdadeiro motivo das famigeradas obras: a
criação
de mais uma fonte de arrecadação para o
município.....
* As faixas de segurança
foram visivelmente projetadas em
gabinete,
pois são diagonais, mais longas, e incômodas para os
pedestres,
que precisam fazer um verdadeiro "passeio" para entrar e sair das
faixas.
Além disso, as novas faixas requerem mais tempo para travessia,
por serem mais longas.
* Apesar da infindável
duração da obra, dos
transtornos
causados, do dinheiro gasto e do "redimensionamento", o pedestre
continua
sendo o eterno esquecido -- um ridículo espaço de apenas
alguns centímetros é tudo que dezenas de pessoas
têm
para esperar, no meio das estações, para atravessar a
avenida
(o tempo de abertura do sinal para pedestres continua incrivelmente
baixo).
* As faixas de segurança
e sinaleiras para pedestres foram
instaladas
em locais escolhidos por "técnicos de gabinete", e não
onde
seria mais apropriado. Exemplo: a travessia na altura da rua Itapeva
ficou
perigosa para os pedestres e incômoda para os motoristas (foi
instalada
mais uma sinaleira, a poucos metros da já existente), enquanto a
localização ideal (e natural) seria na altura do canteiro
central da Av. Carneiro da Fontoura -- que é onde os pedestres
continuam
usando.
* Na nova estação
localizada em frente ao Bradesco, na
altura da João Wallig, os usuários não podem
evitar
os verdadeiros "lagos" que se formam nas entradas e saídas da
estação,
nos dias de chuva.
* A avenida continua
congestionada pois, depois de todo o transtorno
causado e do dinheiro gasto, o badalado alargamento serviu apenas para
propiciar estacionamento (antes inexistente). Talvez a prefeitura
planeje
transformar esse estacionamento em "área azul" e faturar um
pouco
mais.... Enquanto isso, o trânsito continua ruim e perigoso, e os
pedestres agora precisam fazer malabarismo para caminhar sobre
calçadas
mais estreitas, disformes e perigosas (na altura da
estação
Centro Comercial do corredor de ônibus, esse perigo é
flagrante).
Recolhimento do lixo – Afinal,
de
que lado estão os nossos lixeiros, a nosso favor ou contra
nós?
Se estão do nosso lado (espero que sim, pois o serviço
é
pago, e não serve para barato), então por que cada vez
que
o caminhão de coleta passa na minha rua ela fica mais suja que
antes?
Por que os lixeiros espalham tanto lixo nas ruas? Eu tenho
algumas
idéias: pressa excessiva, escuridão, lixo mal
acondicionado,
puro relaxamento.
Não acredito na
última hipótese acima.
Mas
gostaria muito que alguém me respondesse:
* Por que o lixo é
recolhido à noite, sabendo-se que a
visão fica prejudicada no escuro?
(Tudo bem, nas vias principais e mais movimentadas isso é
se entende. E nas outras?).
* Por que o caminhão do
lixo anda sempre em disparada?
Qual é a pressa? Por que os lixeiros são
forçados
a correr constantemente atrás de um caminhão em
desabalada?
Por que pôr em risco a vida dos lixeiros? Nessa correria
toda,
não admira que caia lixo para todos os lados. Eu nunca vi
isso em outros lugares do mundo por onde andei. Será que
isso
é parte da nossa cultura?
DMAE – Contatei nosso
Departamento
Municipal de Água e Esgoto, em 1999, reclamando da qualidade da
água que eu estava recebendo (mau cheiro e grande quantidade de
barro). Mandaram uma equipe fazer uma coleta para exame em
laboratório.
Quatro dias mais tarde, decretaram que minha água estava boa. Ou
seja, eu e minha família estamos vendo miragens, pois as velas
do
meu filtro d'água continuam tendo que ser lavadas uma vez por
semana
e substituídas uma vez por mês, devidos às crostas
de barro que se acumulam (imagine nossos esôfagos,
estômagos,
intestinos, etc).
Reclamei
novamente e uma nova equipe veio à
minha casa, desligou o cano de entrada (felizmente antes do medidor) e
deixou a água correndo durante 1h40min, enquanto foi atender
outra
chamada no mesmo bairro. O pessoal retornou, rosqueou o cano em seu
lugar
e foi embora. O eficiente DMAE havia dado o caso por encerrado! Como o
problema persiste, estou anotando tudo, com vistas a uma
possível
responsabilização daquela autarquia na Justiça por
danos à saúde da minha família.
Em 14/3/2000,
após nova
reclamação,
uma equipe voltou à minha casa e repetiu a "eficiente"
operação
- deixou o cano desperdiçando centenas de litros durante 20
minutos
(das 10:45h às 11:05h). O chefe da equipe, Sr. Jaci, disse que
eu
sempre vou ter esse problema de terra/barro na minha água, pois
moro "em final de rede", onde a sujeira se acumula mesmo.... Disse que
a solução (?) seria o DMAE instalar um "expurgo" no final
da rede e, uma vez por mês, repetir essa operação
"tecnológica"
de deixar escorrer rios de água tratada. Epa! Se em plena
véspera
do século 21 o fornecedor de água tratada da "Cidade
Viva"
não dispõe de melhor método para resolver coisa
tão
simples (os portugueses vão morrer de rir ao saber dessa),
então
eu quero, no mínimo, ter um desconto na elevada tarifa que
pago....
Estive na
Divisão de Águas do DMAE
no dia 6/4/2000, para tratar do mesmo assunto. Falei com a
técnica
Ana Lúcia às 17:15h (a diretora não quis me
receber).
Em 13/4/2000, às 15:30h, dois técnicos vieram à
minha
casa coletar água para teste em laboratório. Passado um
mês
sem qualquer manifestação por parte do DMAE, voltei
à
Divisão de Águas, sendo recebido desta vez pelo
técnico
Eduardo. Pensei que o departamento de água da cidade considerada
como tendo uma das melhores qualidades de vida do País iria
ficar
interessado em procurar uma solução para o problema. Ledo
engano. O técnico Eduardo me tratou de forma desdenhosa todo o
tempo,
chegando ao ponto de dizer que a minha preocupação era
uma
"paranóia" (exatamente às 16:20h). Mostrei-lhe as velas
do
meu filtro d'água, cobertas de barro após 15 dias de uso,
para provar que a minha "paranóia" era real. Mas ele replicou
que
na casa dele era muito pior (as velas ficavam muito mais sujas), que
isso
é assim mesmo. Disse-lhe que em SP, na casa da minha filha,
somente
trocamos as velas do filtro uma ou duas vezes por ano. Então o
Sr.
Eduardo me disse que eu estava mentindo (com outras palavras), que isso
era impossível. Acrescentou que o exame de laboratório do
DMAE havia constatado que a qualidade da minha água estava
dentro
dos limites, e que aquele barro todo que aparece nas velas do filtro
"não
faz mal à saúde"... Insisti para falar com a diretora da
Divisão de Águas e fui recebido, com má vontade e
entre telefonemas, pela Sra. Suzana, que durante toda a conversa tentou
jogar a culpa pela má qualidade da água em mim (!), no
meu
encanamento, etc. A Sra. Suzana também acha que a água
que
usamos na minha casa está "normal". Deu o assunto por encerrado.
(Ainda bem bem que o folclórico cacique Juruna nos ensinou que
toda
a conversa importante deve ser gravada...)
Próximo
passo (antes de divulgar o caso na
imprensa e recorrer à Justiça) - vou ter que entrar com
um
requerimento (e pagar uma taxa) para obter uma cópia do laudo
referente
aos últimos exames de laboratório. Por enquanto, o placar
continua sendo: Radicalismo Tecnocrata 10, Cidadania Zero....
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